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Deus na vida de Miguel Araújo

Cantor, músico e compositor. Revelou-se nos “Azeitonas”, banda de rock alternativo que marcou o panorama musical português a partir de 2002, com cinco álbuns e um DVD. Nove anos depois, estreou-se a solo com o maior sucesso. A banda foi uma experiência feliz que lhe permitiu atingir a maioridade na música?
A banda continua a ser uma experiência feliz, porque as minhas funções nos “Azeitonas” mantêm-se inalteradas desde 2002. A minha carreira a solo em nada “beliscou” a minha presença nos Azeitonas.

O trabalho reflecte a sua forma de estar na vida?
Julgo que sim. Poderia ser de outra maneira?

Como se define enquanto músico?
A minha música é totalmente anglo-saxónica, vem dos Beatles, do Elvis, etc. Da apropriação dos blues por parte dos ingleses, da sua introdução na música pop, que por essa altura (anos 50, 60) foi resgatada duma música mais académica, e ficou na mão de autodidactas. A música chega até mim por essa via da tradição oral. Mas as letras são em português, e eu tento, por uma questão quase folclórica, contaminar a minha música de certos elementos portugueses, mas sempre com a devida distância de quem não pertence a uma cultura. (A minha cultura, que nasci em 1978, no Porto, é muito mais americana do que portuguesa. E não fui eu que a decidi assim!)

E enquanto pessoa?
Não tenho hobbies. Detesto ar condicionado, detesto água de piscina, adoro água do mar, gosto muito de música, não gosto de filmes, acho-os aborrecidos e longos. Gosto do Fernando Pessoa e do Saramago, não como carne mas como peixe, gosto muito de correr na Avenida do Brasil, no Porto.

Deus existe na sua vida?
Inevitavelmente. Por via da minha circunstância de nascimento, do lugar e tempo onde nasci e respectiva influência cristã. Nem que eu não quisesse! Mas acontece que quis, a certa altura da minha vida. Questões existenciais, intelectuais, etc., trouxeram-me até aqui. Vou à missa, ando na catequese, faço exercícios espirituais, tudo isso. Praticante, sou sem dúvida. Se sou católico, cristão, julgo também que sim mas não tenho a certeza absoluta. Talvez seja o primeiro dos “não cristãos praticantes”, mas como Cristo perdoa e inclui, sinto-me sempre muito bem acolhido!

 

Entrevista extraída da revista Mensageiro.