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A vocação e a tarefa de ser catequista

“A catequese não é um trabalho; ‘ser’ catequista é uma vocação de serviço na Igreja”, afirma o Papa Francisco numa mensagem enviada aos participantes no Simpósio Internacional sobre Catequese, reunidos em Buenos Aires (Argentina), de 11 a 14 de julho.

O catequista, “chamado a anunciar e a ensinar a fé” recebe um dom do Senhor e deve, por sua vez, transmitir esse dom. O Santo Padre recorda a primeira pregação feita por Jesus na sinagoga de Nazaré, em que iniciou o seu ministério (Lc 4, 16), para explicar que o catequista deve regressar à proclamação fundamental, ao dom “que transformou a própria vida”. O catequista caminha, assim, “a partir e com Cristo”.

“Quanto mais Jesus ocupa o centro da nossa vida, mais nos faz sair de nós mesmos, nos descentraliza e nos faz mais próximos dos outros”, exorta. Este dinamismo é comparado pelo Papa Francisco aos batimentos do coração: ora se concentra para se encontrar com Jesus, ora se abre, saindo de si mesmo “por amor, para dar testemunho de Jesus e falar de Jesus”.

Este encontro constante com a Palavra do Senhor e com os sacramentos é definido pelo Santo Padre como sendo uma “catequese mistagógica”, isto é, que envolve a iniciação nos mistérios da fé cristã. Recordando a mensagem expressa na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, publicada em 2013, o Papa explica que este é um processo de “crescimento e integração de todas as dimensões da pessoa num caminho comunitário de escuta e de resposta”.

O catequista é um ser criativo que “busca diferentes meios e formas de anunciar Jesus”, sublinha. Esta tarefa requer adaptação para aproximar a mensagem das pessoas, ainda que a mensagem não se altere ao longo dos séculos, “porque Deus não muda, mas renova todas as coisas n’Ele”. “Os meios podem ser diferentes mas o mais importante é ter presente o estilo de Jesus”, conclui.